MATÉRIAS
06/10/2011
Morre Steve Jobs. Ou: vai-se o fã de Beatles que salvou o mercado da música
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Filmes, programas de TV, livros, revistas, jornais, fotos, videoclipes, música. Estes são apenas alguns dos conteúdos a que hoje temos acesso, no momento em que desejarmos, a partir de um simples dispositivo. O computador pessoal. Os modelos e formas variam, atendendo por nomes como desktop, laptop, tablet, MP3 player e smartphone ou, se preferir, iMac, iBook, iPad, iPod e iPhone. Na essência, não deixam de ser computadores pessoais.

Há 35 anos, poucos eram os que tinham discernimento suficiente para vislumbrar essas e inúmeras outras possibilidades. O jovem Steve Jobs mostrou fazer parte desse seleto grupo quando, aos 21 anos, apresentou ao mundo, em 1976 o Apple I, o primeiro computador pessoal do mundo, desenvolvido artesanalmente junto com o amigo Steve Wozniak.

A palavra tecnologia esteve diretamente relacionada ao nome de Steve Jobs nas últimas décadas, mas um aspecto fundamental de seu modo de ver a tecnologia era: como o mundo se relacionará com ela? Partindo deste princípio, excelência, inovação, design e facilidade de uso passaram a ser itens indispensáveis em todos os produtos da Apple.


Salvando o mercado da música

Tamanho sucesso sempre vem acompanhado de críticas, no caso de Jobs, muitas vezes infundadas, como quando Bon Jovi em entrevista ao jornal inglês Sunday Times no início desse ano, acusou Steve Jobs de ser "pessoalmente responsável por matar a indústria da música", argumentando que a experiência colocar os fones de ouvido com o volume no máximo, segurando a capa nas mãos se perdeu com o iPod e a iTunes Store. Bem, essa experiência já fazia parte do passado muito antes do lançamento do iPod, em 2001.

Antes do iPod, a indústria fonográfica já dava sinais claros de que o modelo de negócios baseado na venda de discos, até então bastante lucrativo, já não se sustentava. O download ilegal de arquivos no formato MP3 crescia na mesma proporção em que as vendas de CDs desabavam.

Até 2003, quando foi lançada a iTunes Store, nenhuma das diversas tentativas de encontrar um novo modelo, baseado na comercialização legal de música no formato digital, prosperou. Em boa parte por resistência das grandes gravadoras, que ainda teimavam em lutar contra o consumidor, punindo-o ao invés de oferecer alternativas viáveis. Percebendo a oportunidade, Steve Jobs entrou em campo com sua genialidade e poder de persuasão, convencendo as gravadoras de que sim, era possível criar um novo mercado, próspero e rentável.

Quando foi lançada, a loja virtual da Apple contava com 200 mil músicas em seu catálogo. Hoje são mais de 13 milhões de arquivos disponíveis e o iPod já bateu a casa das 300 milhões de unidades vendidas, consagrando Steve Jobs como uma das pessoas mais influentes do mercado da música até então.


Os Beatles

O nome Apple e a maçã mordida, escolhidos pela dupla Jobs / Wozniak como marca da empresa, muitos afirmam que seja uma referência a Isaac Newton, mas que também seria uma homenagem a Apple Records, gravadora dos Beatles e banda da qual Jobs era fã assumido.

A relação entre as duas empresas, porém, nunca foi das melhores, já que a Apple Records não gostou muito da "homenagem", o que gerou rusgas jurídicas entre ambas que se estenderam por anos. Um acordo de 1981 determinou que a Apple Computer nunca usasse a marca em produtos relacionados à música. Acordo que, na visão da Apple Records, fora quebrado em 1989 e, em 2003, com o lançamento da iTunes Store.

Por essas e por outras, o sonho do fã só foi se realizar em 16 de novembro de 2010, quando com estardalhaço, a Apple anunciou a inclusão do catálogo dos Beatles no acervo da iTunes Store, que passou a ser a única a disponibilizar os álbuns da banda no formato digital.

Portanto, se agora em 2011 você está lendo este artigo enquanto ouve um álbum dos Beatles ou de seu artista favorito em seu computador ou qualquer outro dispositivo digital, saiba que Steve Jobs foi um maiores responsáveis por tornar atos simples como esses uma realidade.


Steven Paul Jobs: 24/02/1955 - 05/11/2011.


Fonte: Cesar Dechen - Redação TDM - Site Território da Música


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